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O que o inverno pode ter a ver com depressão?

Você já deve ter ouvido falar que o frio nos deixa deprimidos. Sim, é verdade, mas depende do contexto. O contexto são lugares nos quais o inverno é mais rigoroso e o Brasil, por exemplo, tipicamente tropical, não endossa essa lista. Mas em países como a Finlândia, onde uma noite pode durar quase 24 horas, a chamada “depressão sazonal de inverno” ou transtorno afetivo sazonal é bem comum e explicada como um fenômeno químico. 

Caracterizada pelo isolamento social (já que tendemos a nos abrigar do frio) e pela ausência de luz solar (já que a vitamina D, sintetizada quando nos expomos ao sol, ativa a liberação de hormônios responsáveis pelo bem-estar e felicidade), a depressão sazonal causa mudanças na melatonina - hormônio secretado pelo cérebro durante a noite e inibido pela manhã, quando o sol nasce. Ou seja, as pessoas permanecem no padrão noturno e, portanto, vivem com sono, cansadas, irritadas, tristes e famintas.

O tratamento é o mesmo da depressão comum: terapia, atividades físicas, antidepressivos, ansiolíticos e até fototerapia, por que não? Se a falta de luz é um fator de risco, tomar banho de sol por 15 minutos todos os dias além de regular o humor, vai manter os ossos fortes, os músculos resistentes, a imunidade firme e o coração protegido - são os benefícios dos níveis de vitamina D em dia. 

A depressão sazonal é temporária, mas deve ser levada a sério e tratada o ano inteiro, antes que volte no próximo inverno. Não à toa, em países como a Finlândia, as taxas de suicídio são alarmantes. Tanto que, para combater o problema, as ruas são intensamente iluminadas durante o Natal e as bebidas alcoólicas são propositalmente taxadas para venderem menos. No Brasil o inverno não alcança essa extremidade, mas também tem casos de depressão sazonal - segundo os médicos, mais comum em mulheres.

Fonte: Medical Site