Rastreamento ocular pode diagnosticar autismo em bebês
A grande novidade do momento sobre o diagnóstico de autismo pode estar nos olhos. Embora o transtorno não tenha cura, descobrir a doença antes que ela se desenvolva permite melhorar a qualidade de vida de quem sofre com os sintomas. O método desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade de Emory, em Atlanta (EUA), envolve uma tecnologia que promete revolucionar este quesito, caso seja comprovada: o rastreamento ocular.
A premissa parte dos olhos porque um dos principais indícios dos transtornos associados ao autismo é incapacidade de encarar o interlocutor durante uma conversa. O rastreamento ocular pode identificar essa dificuldade em bebês de seis meses ou até menos idade, é uma grande possibilidade. O método ainda pode ser associado com outras técnicas, como a ressonância magnética funcional, para identificar as diferenças entre bebês que desenvolvem ou não o TEA (Transtornos do Espectro do Autismo).
Todos os transtornos neurológicos provocam mais dúvidas que certezas na comunidade médica. E desde que o TEA foi incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS) não é diferente. Por isso que até hoje não existe cura para doenças como o Alzheimer, a Depressão, tampouco para o Autismo - que também não se sabe exatamente as causas. No entanto, os especialistas são unânimes sobre uma questão: o diagnóstico precoce faz toda a diferença na condução dos tratamentos. Mais ainda quando se fala de crianças, cujos cérebros se desenvolvem rapidamente nos primeiros 18 meses de vida - é um potencial que deve ser aproveitado para intervenção.
Os sintomas mais graves do autismo se manifestam como atrasos na linguagem e no desenvolvimento geral, déficits de habilidades cognitivas e comportamentos repetitivos, que comprometem dramaticamente a rotina e a qualidade de vida - tanto da criança quanto dos que estão ao seu redor. Segundo a ONU, estima-se que 1% da população mundial sofra com o problema. No Brasil, a OMS afirma que há, em média, 2 milhões de pessoas com algum grau de TEA - porém sem diagnóstico.
Portanto, se houver desconfiança por parte dos pais sobre seus filhos, recomenda-se buscar ajuda imediatamente. A partir dos 15 meses os sinais já são claros, mas mesmo antes, com 11 meses, os médicos afirmam que é possível fazer um diagnóstico.
Fonte: Medical Site
11 de Julho de 2019
