O que é morte encefálica?
Conceito
Também chamada de morte cerebral, o falecimento encefálico acontece quando o cérebro não consegue mais manter as funções vitais do organismo, como uma simples respiração, por exemplo. Não há mais nenhuma atividade neural, circulatória ou metabólica e o paciente só se mantém vivo com a ajuda de aparelhos. O sistema nervoso autônomo, que opera o inconsciente, pode ainda funcionar se a medula estiver em boas condições - o que na prática significa alguns poucos reflexos e o funcionamento de alguns órgãos.
Causa
A morte cerebral pode ter diversas causas, entre elas, traumatismo craniano; falta de oxigênio ou inchaço no cérebro; parada cardiorrespiratória; derrame (AVC); aumento da pressão intracraniana; tumores; overdose; coma alcoólico; falta de glicose no sangue etc. Essas ocorrências desencadeiam um aumento no tamanho do cérebro (edema), mas essa expansão é limitada pelo volume do crânio, provocando, assim, a compressão do órgão, a redução da atividade cerebral e danos irreversíveis no sistema nervoso central.
Sintomas e Diagnóstico
Os sintomas clássicos dessa condição se manifestam com a ausência de respiração e de reação aos estímulos externos. As pupilas também não reagem. A pressão do corpo cai, mas não chega a alterar a temperatura.
Algumas doenças, drogas e condições corporais podem reduzir a atividade do cérebro quando não são revertidas, então o diagnóstico deve primeiro excluir essas hipóteses e ser feito por dois médicos diferentes, em dias diferentes, mediante observação dos sintomas, exame clínico e testes que avaliam a atividade elétrica do cérebro, como o Eletroencefalograma, o Doppler transcraniano e a Arteriografia digital.
A lei considera que esta é a definição de morte oficial. Se o cérebro não funciona mais, ainda que o coração continue batendo ou o pulmão filtrando com a ajuda de aparelhos e remédios, considera-se a perda da consciência e, em seguida, a doação dos órgãos, se o paciente for doador.
Fonte: Medical Site
22 de Agosto de 2019
