Os tumores da Hipófise, a glândula-mestre do organismo
Conceito
A hipófise está localizada na base do cérebro e é considerada a maestrina de todas as glândulas do corpo. Ou seja, ela coordena o trabalho de glândulas como a adrenal, a tireoide, os testículos e os ovários. Entre suas funções estão as de produzir prolactina (hormônio que estimula a produção de leite materno) e GH (hormônio do crescimento), além de secretar o hormônio antidiurético e a ocitocina (hormônio produzido pelo hipotálamo cujas funções estão relacionadas a contrações musculares uterinas; redução do sangramento durante o parto; sentimento de apego e empatia; orgasmo; regulação do medo etc).
Origem
Todo tumor é caracterizado pelo aumento excessivo de células e consequentemente, do próprio órgão de origem - no caso da hipófise, também da quantidade de hormônios que ela produz. E é justamente o fato da glândula comandar a produção de diversos tipos de hormônio que as causas sobre o surgimento de tumores ainda não estão esclarecidas além da hipótese genética. Felizmente a maioria desses tumores são benignos e de fácil resolução, embora isso também não signifique que não trazem problemas.
Sintomas
Os tipos mais frequentes são os adenomas, tumores benignos que não produzem metástases, mas provocam sintomas como dores de cabeça e alterações visuais. Quando produtores de hormônios e ainda na fase inicial, os tumores desencadeiam sintomas relacionados ao excesso hormonal. Se for produtor de prolactina, por exemplo, pode acarretar no excesso de leite materno, na queda da libido e em alterações menstruais.
Diagnóstico e prevenção
O diagnóstico é baseado nas queixas do paciente, em exames de sangue que medem a dosagem hormonal e de imagem, como ressonância magnética ou tomografia computadorizada, mas não existe prevenção para este tipo de tumor. O tratamento pode ser medicamentoso, cirúrgico ou uma combinação de ambos. A indicação vai depender de cada caso e especialmente do tamanho do adenoma. Os que produzem prolactina são tratados com medicamentos mesmo se forem grandes, já os que produzem GH exigem cirurgia ainda que sejam pequenos.
O acompanhamento pode ser feito pelo neurologista ou endocrinologista para realização de um diagnóstico preciso e a indicação de um tratamento adequado.
Fonte: Medical Site
08 de Agosto de 2019
